A violência em Salvador
vem aumentando de maneira assustadora, os assaltos estão seguidos de
morte e por aí vai. De fato, a violência não é uma exclusividade nossa basta
acompanharmos os noticiários para vermos que está a situação envolve todo
país. No entanto, não devemos pelo fato da violência está
disseminada nas grandes cidades encará-la como uma coisa normal e nos
acostumarmos com ela. Muito pelo contrário, todo e qualquer ato de
infração e que exponha a risco a sociedade deve ser encarado como algo
anormal a ser combatido, a população deve exigir aos governantes
segurança pública e cobrar também a presença dos guardas municipais que
por sinal sumiram da cidade.
Nos últimos dias acompanhamos dois crimes ocorridos na nossa cidade que chamaram a atenção
pela forma bárbara como foram cometidos e pela diferença de camada
social das vítimas. O fato foi o seqüestro seguido de violência
sexual sofrido por uma promotora e uma juíza no bairro da Pituba, um
crime hediondo que mereceu a atenção da mídia e das autoridades do
Estado. Sendo que, dias depois no bairro de Itapuã, um homicídio
ocorrido em uma praça pública não foi digno se é que cabe dignidade em
uma situação como esta da mesma atenção, a mídia se quer fez alarde, talvez pelo fato da vítima
não ser da mesma posição que as anteriores, não tenha recebido o mesmo
destaque.
O que notamos é que a justiça e a igualdade de direitos são bens garantidos pela
Constituição a todos, independente de cor ou classe, apesar de sabermos
que na prática as coisas não funcionam. E essa distinção no
tratamento dado aos crimes conforme a camada social em que ele ocorre,
só faz aumentar a insatisfação dos menos favorecidos. Neste e em outros casos é necessário que a justiça faça na prática aquilo que prega
a sua teoria. Fazendo-se presente em todos os lugares investigando todos os casos policiais independente da classe social.
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